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segunda-feira, 23 de julho de 2018

URGENTE: Dia de oração pela Nicarágua, ensanguentada por conflitos violentos

Todos os católicos das Américas estão convidados a oferecer orações neste domingo, 22, pelo povo da Nicarágua e pela paz no país

ANicarágua tem vivido, desde 18 de abril, manifestações massivas contra o presidente Daniel Ortega, no poder desde 2007 e reeleito em 2016 sob questionamentos da oposição. Em janeiro de 2014, a Assembleia Nacional havia aprovado a reeleição sem limite de vezes para o ex-guerrilheiro.

Polícia e paramilitares vêm reprimindo violentamente as manifestações. Até agora, já passa de chocantes 300 o número de pessoas mortas nos conflitos.


Ataques contra a Igreja
A Igreja católica está participando como mediadora no processo de diálogo nacional apresentado pelo governo, mas grupos ligados ao próprio governo atacaram neste recente 9 de julho o cardeal Leopoldo Brenes, o Núncio Apostólico dom Waldemar Stanislaw Sommertag e o bispo dom Silvio Báez, que faziam visita pastoral à localidade de Diriamba.

Entre a noite de sexta-feira, 13 de julho, e a manhã do sábado, 14, polícia e paramilitares atacaram a paróquia da Divina Misericórdia na capital, Manágua, onde mais de cem estudantes estavam abrigados.

No mesmo fim de semana, o carro em que estava dom Abelardo Mata, bispo de Estelí, foi atacado por multidões pró-governo, obrigando o bispo a se refugiar numa casa dos arredores. Ele só pôde voltar à diocese após a intervenção do cardeal Brenes.

Em 14 de julho, a Conferência Episcopal da Nicarágua emitiu comunicado em que denuncia “a falta de vontade política do governo para dialogar” e para buscar processos verdadeiramente democráticos. O episcopado já propôs, em junho, que Ortega adiante as eleições para março de 2019, um pedido que foi apoiado oficialmente na última quarta-feira pela OEA.

Domingo, 22: jornada de orações
O Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) também manifestou solidariedade ao povo da Nicarágua e convidou todos os católicos do continente a rezarem pelos irmãos nicaraguenses neste próximo domingo, 22 de julho, “em todas as nossas celebrações”.

A mensagem do CELAM recordou aos bispos da Nicarágua:
“Diante desta situação grave, somos chamados a ser a voz daqueles que não têm voz, para fazer valer os seus direitos, encontrar caminhos de diálogo e estabelecer a justiça e a paz, ‘para que em Cristo todos tenham vida’, especialmente aqueles que se sentem desconsolados pela morte e pela violência. Nós os encorajamos a continuarem sendo defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança. Também os convidamos a não fecharem os ouvidos diante do clamor e do sofrimento dos nossos povos e a continuarem sendo líderes corajosos, por cujo meio Deus se faz presente e guia a história do seu povo”.

Fonte: Aleteia

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