A VERDADEIRA MARCA DE UMA ÓTIMA MÃE - Eu & Deus

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A VERDADEIRA MARCA DE UMA ÓTIMA MÃE

Quando meu terceiro bebê, Liam, tinha uma semana de idade, deixei-o dormindo no meio do sofá e fui até a cozinha para fazer o almoço dos meus outros dois filhos, que estavam desenhando em seus quartos. Em segundos, antes de eu começar a arrumar o almoço, eu ouvi um tímido barulho, seguido por um momento de silêncio agonizante.

Eu já tinha começado a correr para o sofá durante aquele terrível silêncio. Eu estava a meio caminho da cozinha quando ouvi o grito infantil mais doce e terrível que já ouvi, e peguei o bebê em meus braços antes que ele ficasse sem ar.


Não fiquei surpresa ao ver minha filha de 18 meses ao lado irmão caído no tapete. Eu tive que me afastar dela para evitar que minha raiva de mãe caísse sobre ela, pois, claro, ela não tinha puxado o bebê do sofá para machucá-lo. Ela só queria vê-lo e não conseguiu se levantar, então ela fez a coisa mais lógica. Ela o puxou para baixo. Não foi culpa dela.

Era minha culpa. Por um instante eu hesitei, com medo de ligar para o médico e ele chamar minha atenção, e assim que esse instante passou, repreendi-me ainda mais intensamente por deixar meu medo ser mais forte do que a integridade do meu filho. Naquele momento, eu sabia sem sombra de dúvida que eu era a pior mãe que já existiu. Eu sabia que meus filhos teriam sorte se sobrevivessem à minha incompetência.

Essa lembrança retornou a minha mente quando eu li a postagem de Elizabeth Mannegren em Scary Mommy, sobre como ela deixou seu bebê cair no chão do banheiro.


Nós responsabilizamos nós mesmas. Em meio às lesões e acidentes, a culpa da mãe é infinita. Por que não prevemos isso? Por que não conseguimos evitar isso? Mas, por mais horrível que pareça, pequenos acidentes, sem qualquer consequência mais grave, como este não nos transformam imediatamente em pais e mães “ruins”. Se o fizessem, não haveria nenhum “bom” pai.

No ambulatório, a enfermeira nos tranquilizou. Ela disso que via muito disso e que, no nosso caso, não haveria qualquer consequência mais grave. Eu esperava que as enfermeiras me julgassem, que fossem me dar uma lição sobre como eu deveria ter sido uma mãe melhor – todas as coisas que eu já estava mentalmente me culpando. Mas, como eu rapidamente desabei na frente da primeira enfermeira que vi, ela simplesmente sorriu e assentiu com simpatia: “Isso acontece. Eu deixei minha filha cair quando tinha dois meses de idade”.


Nossa pediatra teve exatamente a mesma experiência com seu segundo bebê. Ela era simpática e me lembrou de colocar o bebê fora do alcance da irmã. Ela mesma me elogiou por não ter gritado com a criança. E, felizmente, meu filho estava bem.

Esta memória pode ser a mais forte, mas meus anos de maternidade são preenchidos com outros momentos semelhantes. Minhas conversas com outras mães geralmente giram em torno de nossos próprios sentimentos de culpa e inadequação.

Mas como meus amigos e eu nos lembramos, o fato de nos preocuparmos tanto com nossos filhos é a prova de que não somos a pior mãe do mundo. É claro que cometemos erros – somos humanos. O que nos faz boas mães é que reconhecemos nossos erros e aprendemos com eles – e continuamos amando nossos filhos e aprendendo com eles. Essa é realmente a marca de uma ótima mãe.

Fonte: Aleteia

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